Pés no chão: goleada para o Vila Nova no OBA acaba com o oba-oba operariano, acende alerta e anima adversários
Acabou. É o fim da invencibilidade operariana na tempora da 2026 e também o fim de um clima de 'oba-oba' que contaminava torcida, diretoria e até imprensa. Para isso foi preciso uma derrota retumbante por goleada para o Vila Nova, time ao qual no início do mês o Galo conseguiu encarar de 'igual para igual' e só foi eliminado na cobrança por pênaltis.
O 6 a 0 do fim de semana mudou todo o cenário. Diferente do visto no dia 12 no OBA (sigla usada para popularmente chamar o estádio Onésio Brasileiro Alvarenga), uma data marcada pela esperança do retorno de um Operário onipotente, o dia 28 foi de terror e de fazer com que todos voltassem a colocar os pés no chão, percebendo a realidade a qual estão inseridos.
Carentes e afeitos por um time competitivo perante a elite nacional - Série A e Série B - o operariano esqueceu do ontem e projetou no hoje o que deve demorar alguns amanhãs para se concretizar. Com um técnico novo, Guto Ferreira, um dos melhores do país, o Vila Nova soube explorar as fragilidades alvinegras, descobertas já na primeiro jogo, para não passar sufoco diante do visitante, de novo.
As explicações para tal goleada são as mais diversas possíveis, desde cansaço pela maratona de jogos e viagens - inclusive o time sequer voltou para Campo Grande entre os duelos contra o Araguaína no norte do Tocantins e o Vila - a até um desdém dos atletas pois o jogo não valeria dinheiro - diferente da Copa do Brasil, que uma vitória garante premiação extra e um bicho gordo para todos.
Mas agora só resta aos operarianos olhar para frente, que além de torcerem na quinta-feira (2) na final do Estadual 2026 no Estádio das Moreninhas, devem torcer para que o elenco tenha uma plena recuperação física e moral, afinal, o resultado adversário em Goiânia foi acachapante. Fica assim ligado o alerta para a decisão e para a Série D, onde talvez reforços sejam necessários.
E já que a pauta agora é a final, o Operário encara um Bataguassu descansado e 'cabreiro' após a derrota por 3 a 1 em seus próprios domínios. Certamente Diego Souza se animou com a derrota do adversário, afinal, além de poder explorar o fator psicológico causado por uma goleada, ele também pode conhecer melhor os pontos fracos operarianos dentro de campo, expostos em rede nacional pelo Vila Nova. Isso sem falar nos próximos adversários, tanto na Série D como na Copa Verde.
Encerrando o texto, no jogo de sábado foram seis gols marcados por seis atletas: Bruno Xavier, Jackson, Dodô, Gustavo Puslas, Emerson Urso e Elias. Tudo isso foi testemunhado in loco por 1.451 torcedores nas arquibancadas do OBA, sendo 1.436 pagantes - a rende total foi de R$ 16.270.
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CRÉDITO DA FOTO: Roberto Corrêa/Vila Nova F.C.
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