Morenão precisará de R$ 16 milhões em reformas antes de ir para concessão privada em 2028
O principal palco esportivo de Mato Grosso do Sul será tratado como eixo central do projeto de modernização do futebol regional, lançado nesta terça-feira (31) pelo Governo do Estado: eis ele, o Estádio Universitário Pedro Pedrossian, o popular Morenão. Antes administrado pela UFMS, agora o espaço ficará sob gestão estadual, conforme o termo de cessão administrativa assinado na sede da Governadoria nesta tarde. A ideia é reestruturar o local até 2028, investindo R$ 16,7 milhões.
Esse processo de reestruturação envolverá obras consideradas emergenciais em estruturas de acesso - rampas e escadas devem ser adequadas, por exemplo - e elétricas, atendendo ainda a normas de prevenção a incêndios e situação de pânico. Fora isso, gramado e vestiários também serão alvo da revitalização, itens estes que ficarão sob a responsabilidade da FFMS (Federação de Futebol de Mato Grosso do Sul), que deve buscar recursos na CBF.
Somente depois desse processo é que o estádio, já totalmente reaberto e atendendo a todas as exigências legais, será destinado à iniciativa privada, através de concessão - provavelmente em leilão na B3, assim como ocorreu com a Rota da Celulose e com a PPP do Hospital Regional.
A concessão ainda depende de estudos técnicos, mas a previsão é que o contrato seja de 35 anos. Em tese, é nesse período que a empresa vencedora do leilão terá que fazer, em contrapartida de ter adquirido o direito a explorar o estádio, aportes para além da manutenção também implementar consideráveis melhorias no local, o transformando-o em uma arena multiuso capaz de receber jogos de futebol, outras modalidades e eventos culturais como shows musicais, por exemplo.
Reabertura para o futebol só no início de 2027
Com a gestão do Morenão nas mãos do Governo do Estado, pretende-se que o estádio seja reaberto mesmo que parcialmente - ou seja, com capacidade de público reduzida - no início de 2027, frustando parcela otimista que considerava a possibilidade de ter o espaço apto em 2026.
Assim, Campo Grande terá dois palcos para receber o futebol apenas no ano que vem, e a FFMS terá que 'se virar nos 30' para abrigar na cidade partidas da Série B do Estadual e Série D do Brasileirão, além da Copa Verde e da nova Copa MS, tendo apenas o Estádio das Moreninhas disponível.
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