Dupla ofensiva não encaixa no Pantanal SAF e sai de rompante, enquanto equipe derrapa no Estadual com saldo de gols negativo
Que o futebol vai muito além das quatro linhas, isso é notório. Mas quando as coisas não vem bem dentro de campo, questões extracampo ganham ainda mais dimensão. No Pantanal SAF tudo indica que os bastidores estão mais atrativos para o noticiário esportivo do que o parco futebol apresentado nos cinco jogos disputados até aqui - duas derrotas, duas vitórias e um empate, somando meros sete pontos e um saldo de 2 gols negativos, sendo 7 sofridos e 5 marcados.
Contratados com a promessa de "resolver problemas" e colocar o Jacaré na disputa pela ponta da tabela, a dupla ofensiva Paulo Rangel e Willyan Sotto pouco durou no time verde e negro de Campo Grande. O primeiro, centro-avante de 41 anos que ganhou amplo destaque aqui mesmo no A Bola no Mato em sua chegada ao Mato Grosso do Sul, já até estreou em sua nova equipe, a Tuna Lusa.
Rangel foi o autor do gol, de pênalti, na vitória da Tuna sobre o Paysandu no Campeonato Paraense. Curiosamente, Rangel foi quem perdeu o pênalti na derrota por 3 a 0 do Pantanal para o Operário, no duelo que abriu o Estadual deste ano. Além dessa partida, Rangel participou da derrota em casa por 2 a 1 para o Águia Negra, de virada, e na vitória por 1 a 0 sobre o DAC, em Dourados.
Já Sotto dispurou meros dois jogos: as derrotas para Operário e Águia Negra no Estádio das Moreninhas. Camisa 10 nato, o atleta ainda não teve a rescisão de contrato publicada - diferente de Rangel, que só pode entrar no BID na terça-feira (3), jogando os 90 minutos já na quarta - mas já se despediu de Campo Grande, indo para Sergipe, terra de seu novo clube, ainda não revelado.
O que motivou as saídas?
Oficialmente, o Pantanal SAF divulgou no fim da tarde de segunda-feira (2) em nota oficial à imprensa que Sotto recebeu proposta de clube sergipano e preferiu sair, enquanto Rangel deixou Campo Grande por motivos familiares e pessoais. Contudo, na entrevista coletiva pós-jogo, no empate em 1 a 1 com o Corumbaense no Estádio das Moreninhas, o treinador Glauber Caldas foi além da nota oficial.
Questionado pelo repórter Nelson Corrales, da Rádio Esporte MS, se o motivo da saída foram apenas melhores propostas ou se "as coisas não encaixaram", Glauber foi sucinto na resposta: "um pouco de cada coisa", afirmando ainda que no futebol hoje é preciso "batalhar muito mais dentro de campo".
Por fim, ele encerrou a fala reveladora afirmando que "eles estão felizes lá e nós estamos felizes aqui, e tudo certo". Na partida, a equipe campo-grandense saiu na frente no placar, com gol do substituto de Rangel, o sul-mato-grossense Firmino Coruja, um dos atuais artilheiros do campeonato, com três gols. Contudo, a equipe sofreu pressão adversária durante todo o primeiro tempo e, no segundo, apenas conseguiu se igualar ao adversário, sem superá-lo, sentindo clara falta de um meia-armador.
E agora, quando o Pantanal SAF vai conseguir reverter o mal futebol em domínio dentro de campo? Em partes os placares ruins melhoraram, mas o time vai conseguir manter? Reforços estão em vista? Essas e outras questões ainda são incógnitas as quais esperados ter respostas em breve.

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