Orgulho ou estratégia? Operário 'sob nova direção' abdica de R$ 100 mil do convênio com o Governo e banca sozinho logística do Estadual

Orgulho ou estratégia? Seja qual for a motivação, o trio de irmãos que agora comanda o Operário tomou uma decisão inusitada em seu planejamento para a disputa do Campeonato Sul-mato-grossense 2026: recusou assinar o convênio com o Governo do Estado que garante cerca de R$ 100 mil para bancar taxa de arbitragem, uniformes, alimentação e hospedagem nos duelos como visitante.

A confirmação de que o Operário não participaria do convênio neste ano, a primeira vez que tal situação ocorre, foi feita pelo presidente da Federação de Futebol, Estevão Petrallás, em entrevista para a rádio Esporte MS, ao final do duelo que terminou com a vitória por 3 a 0 do Galo sobre o Pantanal.

De acordo com Estevão, apenas o Operário abdicou do apoio público, sendo que equipes como o Pantanal - que oficializou a transição para SAF recentemente - e o DAC (cujo presidente/dono é um dos investigados pela Operação Cartão Vermelho, que resultou na queda de Francisco Cezário do comando do futebol local) seguiram integrando a gama de clubes beneficiados pelo suporte financeiro estatal.

Apuração recente da reportagem do A Bola no Mato apontava para a possibilidade do Operário não participar do convênio, fato agora confirmado. O motivo seria apenas logístico, já que a nova diretoria operariana - que faz a transição para SAF e conta com o trio de irmãos Maluf (Eduardo, Marcelo e Ivando) - estava com o planejamento da temporada pronto e não compensaria refazê-lo.

Para ser beneficiado com o recurso do convênio, os clubes precisam se sujeitar a regras próprias do mesmo, como se hospedar no hotel definido pela Federação de Futebol e fazer refeições também em restaurantes pré-definidos - e aí vale critério como melhor custo-benefício, ao invés do conforto ser critério primordial. Além disso, todos os times são obrigados a manter em suas camisetas a logomarca do Governo do Estado de Mato Grosso do Sul e da Fundesporte.

Conforme explicou Petrallás à rádio Esporte MS, ele não sabe a real motivação da abdicação do dinheiro, mas afirmou não acreditar que seja fruto de alguma divergência com autoridades estaduais e que não há nenhum problema entre a Federação e os irmãos Maluf, acreditando que se tratar apenas de uma questão de planejamento, podendo escolher sem maior dificuldade onde e quando viaja para as partidas fora de casa, e qual o tipo de alimentação fará na véspera desses duelos.

CRÉDITO DA FOTO: Anderson Ramos/Capital News

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